Aluna que enviou áudios racistas pode pegar até 3 anos de prisão

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Aluna que enviou áudios racistas pode ir presa

Aluna que enviou áudios racistas pode pegar até 3 anos de prisão

A aluna que enviou áudios racistas contra uma professora e o coordenador de um curso de enfermagem de Botucatu, pode pegar de um a três anos de prisão, por injúria racial, segundo o Delegado Marcelo Lanhoso de Lima.

Em um grupo de mensagens do WhatsApp a aluna ofendeu os educadores chegando a  xingar o coordenador do curso,  José Carlos Camargo, de 53 anos de “nego sujo” reforçando o racismo com a seguinte frase: “dar poder a negro dá nisso”.

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Após as ofensas, as vítimas foram até a delegacia e registraram um B.O (Boletim de Ocorrência) para a abertura de inquérito policial.

José Carlos tomou conhecimento das mensagens no dia 1º de março quando recebeu mensagem de outra estudante que ficou revoltada com as ofensas e sentiu-se indignada com o posicionamento da companheira de estudos. O B.O foi registrado no dia 6 de abril.

“Só que por eu ser preta, eu sei que no cotidiano da vida da gente, a gente ouve muito isso, que preto não pode isso, que preto não pode aquilo. E agora que eu consegui correr atrás de uma profissão, porque trabalho e graças a Deus eu sempre trabalhei desde nova, nunca tive preguiça de trabalhar, mas ouvir, de novo, que preto não pode crescer na vida, que preto não pode isso e não pode aquilo, me doeu muito e eu acho que deveria passar isso pra você”, relatou a estudante que entregou as mensagens ao coordenador.

Em entrevista à TV TEM o delegado Marcelo Lanhoso de Lima, explicou que o áudio deverá passar por perícia  e a autora das injúrias deverá será indiciada de acordo com o Art. 140, do código penal: “Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) Pena – reclusão de um a três anos e multa. (Incluído pela Lei nº 9.459, de 1997)”.

Nas mensagens, a aluna também ofendeu a professora, da Unesp de Botucatu aposentada e também professora, Luzia Aparecida Martins da Silva, de 56 anos.

Em nota, ao G1 o Colégio Técnico Maria Vitória disse que repudia quaisquer formas de discriminação e preconceito racial, mas salienta que os fatos aconteceram fora do ambiente escolar.

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