Sem acordo, votação do Fundeb é adiada para esta terça-feira

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Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Sem acordo, votação do Fundeb é adiada para esta terça-feira


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Sem acordo, a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), prevista para a tarde desta segunda-feira (20), foi adiada para a amanhã (21), em acordo entre líderes do Congresso e a articulação do governo. A discussão pelo plenário, no entanto, deve começar ainda nesta segunda. 

O relatório da PEC, feito pela deputada federal Professora Dorinha (DEM-TO), torna o Fundeb permanente, amplia a complementação da União dos atuais 10% para 20% e altera o formato de distribuição dos novos recursos. No final de semana, o governo encaminhou a alguns líderes uma proposta alternativa, e houve reação de deputados envolvidos na discussão. Uma das propostas do governo é usar 5% do fundo para programas de transferência de renda, já que o Renda Brasil deverá substituir o Bolsa Família. 

O governo chegou a marcar uma coletiva de imprensa nesta segunda com secretários do Ministério da Economia para explicar a proposta do governo. A coletiva, no entanto, foi cancelada e o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, foi convocado para reunião no Palácio do Planalto. 

O relatório da Câmara conta com o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e é defendido pelos congressistas da bancada da educação. No entanto, encontra resistência por parte de parlamentares principalmente ligados ao governo federal.

Os deputados iniciam nesta segunda a discussão sobre a matéria e, amanhã, devem realizar a votação. Por se tratar de uma PEC, o texto precisa ser aprovado por três quintos dos deputados, o correspondente a 308 votos favoráveis, em dois turnos de votação. Em seguida, o texto segue para o Senado, onde também deve ser votado em dois turnos e depende de, pelo menos, 49 votos favoráveis.

Para a discussão desta segunda, serão separadas ao menos duas horas para leitura de relatório e debate do assunto. Há ainda projetos de lei e medidas provisórias na pauta. 

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Fonte: R7

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