Corinthians atropela o Flamengo, levanta a Supercopa e abre 2026 em clima de festa absoluta
Corinthians atropela o Flamengo, levanta a Supercopa e abre 2026 em clima de festa absoluta
O futebol brasileiro abriu sua temporada de 2026 com um espetáculo digno de final continental. Diante de mais de 70 mil torcedores no Mané Garrincha, o Corinthians venceu o Flamengo por 2 a 0, conquistou a Supercopa e inaugurou o ano como o primeiro campeão do país. A noite em Brasília teve drama, explosão de alegria, VAR decisivo, golaços e um Timão que mostrou personalidade de time grande desde o primeiro minuto.
A festa começou cedo. Antes mesmo do apito inicial, a torcida corintiana já transformava o estádio em um caldeirão preto e branco, empurrando o time como se fosse uma final de Libertadores. Do outro lado, os rubro-negros também marcaram presença em peso, criando um clima de clássico nacional em território neutro. Era o cenário perfeito para um duelo que prometia — e entregou — intensidade do início ao fim.
Primeiro tempo elétrico e gol na raça
O Corinthians entrou em campo com postura agressiva. Logo no primeiro minuto, Memphis Depay quase abriu o placar em chute cruzado que obrigou Rossi a trabalhar. O Flamengo respondeu com Pedro, que por pouco não marcou após cobrança de escanteio, mas Matheus Bidu salvou em cima da linha, arrancando suspiros da arquibancada.
Aos poucos, o Timão foi impondo seu ritmo. E o gol saiu em jogada típica de decisão: bola alçada na área, desvio de Gustavo Henrique e Gabriel Paulista completando com oportunismo. O estádio explodiu. O zagueiro, recém-chegado, marcou seu primeiro gol com a camisa corintiana justamente em uma final — e colocou o time em vantagem.
O Corinthians seguiu melhor. André comandava o meio-campo com autoridade, Bidon distribuía passes com maturidade de veterano e Memphis infernizava a defesa rubro-negra. Em uma dessas jogadas, o holandês quase ampliou, mas Rossi fez milagre.
Expulsão muda o jogo e Timão controla tudo
O segundo tempo começou com surpresa: antes mesmo do reinício, o VAR chamou o árbitro para revisar uma cotovelada de Carrascal em Bidon no fim da primeira etapa. Após análise, cartão vermelho direto. O Flamengo, já pressionado, ficou com um a menos e viu o Corinthians crescer ainda mais.
Com superioridade numérica, o Timão dominou o meio-campo, trocou passes com tranquilidade e criou chances em sequência. Memphis chegou a marcar após rebote de Yuri Alberto, mas o gol foi anulado por impedimento milimétrico.
O Flamengo tentou reagir com a entrada de Lucas Paquetá, que reestreava pelo clube. A torcida rubro-negra se inflamou, mas o meia pouco conseguiu produzir. No único lance claro que teve, isolou a bola em finalização que poderia ter mudado o rumo da partida.
Gol nos acréscimos e explosão final
Quando o jogo parecia encaminhado, o Corinthians tratou de colocar a cereja no bolo. Já nos acréscimos, Kaio César deu um passe de calcanhar digno de placa, deixando Yuri Alberto na cara do gol. O camisa 9 não perdoou: 2 a 0, festa total, e o VAR confirmou o lance após traçar as linhas.
O apito final trouxe lágrimas, gritos, bandeiras tremulando e um coro ensurdecedor de “É campeão!”. O Corinthians não apenas venceu: convenceu, dominou e mostrou que chega forte para 2026.
Além da taça, o clube leva para casa uma premiação milionária: R$ 6,35 milhões pela participação e mais 1 milhão de dólares enviados pela Conmebol. Um início de ano perfeito dentro e fora de campo.
A vitória do Corinthians na Supercopa não foi apenas um título: foi uma declaração de força. O time mostrou organização, intensidade e personalidade, enquanto o Flamengo, mesmo com nomes de peso, sofreu com a expulsão e não conseguiu reagir. Se a partida servir como termômetro, o torcedor corintiano tem motivos de sobra para sonhar alto em 2026. E o futebol brasileiro, ao que tudo indica, terá mais um ano de rivalidades acesas, estádios lotados e histórias marcantes.
