Flamengo para nos pênaltis e adia sonho do bicampeonato mundial contra o PSG
Rubro-Negro empata no tempo normal, mas é superado por 2 a 1 nas penalidades e vê o título escapar no Catar
O Flamengo lutou, equilibrou as ações e chegou a sonhar com o bicampeonato mundial, mas acabou derrotado pelo Paris Saint-Germain por 2 a 1 nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, nesta quarta-feira (17), no Estádio Ahmad bin Ali, em Al Rayyan, no Catar. Com o resultado, o clube francês conquistou a Copa Intercontinental da FIFA, enquanto o Rubro-Negro adia mais uma vez o sonho de repetir o feito histórico de 1981.
O duelo começou com o PSG impondo seu ritmo. Aos 37 minutos do primeiro tempo, o atacante georgiano Kvaratskhelia aproveitou cruzamento preciso e abriu o placar para os parisienses. O Flamengo, que encontrava dificuldades para se impor, reagiu na etapa final. Aos 16 minutos, Arrascaeta foi derrubado na área e, após revisão do VAR, o árbitro assinalou pênalti. Jorginho cobrou com categoria e empatou a partida.
A igualdade levou o confronto à prorrogação, onde o PSG manteve maior posse de bola, mas encontrou um Flamengo bem postado defensivamente. O goleiro Rossi e o zagueiro Léo Ortiz foram fundamentais para segurar o empate e levar a decisão para os pênaltis.
Nas cobranças, brilhou a estrela do goleiro russo Safonov, que defendeu quatro penalidades — de Saúl, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo. De La Cruz foi o único a converter para o time carioca. Pelo lado francês, Vitinha e Nuno Mendes marcaram, enquanto Dembélé e Barcela desperdiçaram, selando o placar de 2 a 1 nas penalidades.
Comandado por Filipe Luís, o Flamengo encerra a temporada com a frustração da derrota na final, mas com um currículo de respeito em 2025: títulos do Campeonato Carioca, Supercopa do Brasil, Copa Libertadores e Campeonato Brasileiro.
O confronto também marcou o quarto embate histórico entre Flamengo e PSG. O Rubro-Negro venceu o primeiro duelo em 1975 por 2 a 0. Em 1979, os franceses deram o troco com um 3 a 1. Já em 1991, as equipes empataram por 1 a 1.
Apesar do gosto amargo da derrota, o Flamengo mostrou força e competitividade diante de um dos elencos mais valiosos do futebol mundial. A campanha vitoriosa ao longo do ano e a atuação aguerrida na final reforçam o protagonismo do clube no cenário internacional. O sonho do bi foi adiado, mas a chama segue acesa — e o Rubro-Negro já mira novas conquistas em 2026.
