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Incêndios na Amazônia batem recorde no início de 2024 e sindicato culpa cortes no orçamento de combate

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Incêndios na Amazônia batem recorde no início de 2024 e sindicato culpa cortes no orçamento de combate
Imagem divuldação Bombeiros

Incêndios na Amazônia batem recorde no início de 2024 e sindicato culpa cortes no orçamento de combate

Brasília – A Amazônia brasileira registrou um aumento alarmante no número de incêndios florestais nos primeiros meses de 2024, atingindo um recorde histórico. Especialistas e ambientalistas atribuem a situação aos cortes recentes no orçamento destinado ao combate a incêndios, uma medida tomada pelo governo federal que tem gerado críticas intensas.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que, até o final de abril, o número de focos de incêndio na região amazônica aumentou 40% em comparação com o mesmo período do ano passado. Este incremento é considerado o maior já registrado para o início de um ano, colocando em risco a biodiversidade, a saúde das populações locais e os compromissos internacionais de preservação ambiental assumidos pelo Brasil.

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores do Meio Ambiente (Sindverde) apontam que a redução significativa no financiamento das operações de combate a incêndios e desmatamento foi um fator crucial para o agravamento da situação. Segundo o presidente do sindicato, a falta de recursos comprometeu a capacidade das equipes de monitorar e controlar os incêndios, resultando em uma resposta insuficiente frente ao avanço das chamas.

“O corte no orçamento foi um golpe duro. Nossas equipes estão desfalcadas e sem o equipamento necessário para atuar com eficácia. Isso nos deixa de mãos atadas e a floresta em chamas”, afirmou o representante do Sindverde. Além disso, ele destacou que o investimento em tecnologias de monitoramento e a contratação de brigadistas temporários foram drasticamente reduzidos, afetando diretamente a capacidade de reação aos focos de incêndio.

Ambientalistas também criticam o governo federal pela falta de políticas públicas robustas para a preservação da Amazônia e pela permissividade com atividades ilegais, como o desmatamento e a grilagem de terras. Segundo eles, a combinação de fiscalização frouxa e incentivos à exploração agrícola e minerária na região tem contribuído para o aumento da destruição florestal.

Em resposta, o governo federal afirmou estar comprometido com a preservação da Amazônia e mencionou que medidas estão sendo tomadas para reverter a situação. No entanto, não foram especificadas quais ações concretas serão implementadas para mitigar os danos e prevenir novos incêndios.

O cenário atual gera preocupação não só entre ambientalistas, mas também na comunidade internacional, que vê a preservação da Amazônia como crucial para o combate às mudanças climáticas. A manutenção da floresta é essencial para a absorção de dióxido de carbono e para a regulação do clima global, além de abrigar uma vasta diversidade de espécies e culturas indígenas.

Com a chegada da estação seca, a expectativa é de que o número de incêndios possa aumentar ainda mais, tornando urgente a necessidade de medidas eficazes para proteger a floresta. A situação demanda uma resposta rápida e contundente por parte das autoridades para evitar que a Amazônia enfrente um ano ainda mais devastador do que o previsto.

A escalada dos incêndios na Amazônia no início de 2024 acende um alerta vermelho sobre a eficácia das políticas ambientais no Brasil. A comunidade nacional e internacional aguarda com expectativa que o governo federal adote medidas concretas e urgentes para proteger uma das maiores riquezas naturais do planeta, garantindo a preservação da floresta para as futuras gerações.

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