Evangélica, noiva expõe machismo passado em curso de noivos

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Evangélica, noiva expõe machismo passado em curso de noivos


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Um vídeo da corretora de seguros Jéssica Arruda, de 28 anos, ganhou repercussão nas redes sociais. Integrante da igreja Batista do Sétimo Dia, a jovem está prestes a casar e ficou incomodada ao participar de um curso de noivos promovido pela instituição religiosa. Ela resolveu expor o que pensa na busca de “uma sociedade menos machista, opressora, violenta e abusiva”.

Jéssica Arruda
Reprodução/Instagram

Jéssica Arruda

“Eu sei que a igreja faz cursos como esses tentando alertar o casal para coisas que vão viver no futuro, mas, apesar da intenção, alguns conselhos estão mais próximos da violência, do abuso e de sobrecarregar o parceiro ou parceira”, declarou Jéssica em um trecho do vídeo de 17 minutos.

No seu discurso, ela rebateu pensamentos ultrapassados. “A gente é criada numa cultura em que há o mito de que o homem tem mais necessidade sexual que a mulher. E eu sinto em dizer que não é. Não faz sentido. Se você um dia pensou que isso é verdade, eu estou aqui pensando que seria injusto da parte de Deus colocar isso inerente ao corpo físico.”

A noiva também ressaltou que não é mais possível ignorar os inúmeros casos de violência doméstica e feminicídio que acontecem diariamente. “O número de violência doméstica dentro de uma relação é enorme, tudo isso porque se entende como normal um homem ficar violento porque a mulher não quer sexo”.

A grande preocupação de Jéssica foi ver que no curso promovido pela igreja era normatizado situações que não aceitáveis. “A igreja tem tanta influência sobre as pessoas, e tudo o que ela fala normalmente as pessoas abaixam a cabeça e só absorvem, então eu achei que seria a oportunidade de problematizar mesmo”, declaro a noiva em entrevista ao Lado B, no Instagram.

Jéssica nasceu em uma família religiosa e não pretende se afastar da igreja: “É uma curiosidade geral o motivo que me faz ficar na igreja mesmo sabendo que ela tem tantos erros. Penso que seria muito fácil eu sair e tentar seguir um caminho sozinha, mas acredito que é um papel importante e difícil continuar ali dentro para reconciliar tantas pessoas que desistiram. Eu acho que resistir dentro dela eu tenho muito mais a contribuir”.

Fonte: IG Mulher

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