Terapia relacional sistêmica: conheça a novidade e veja 5 razões para optar pela técnica

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Terapia relacional sistêmica: conheça a novidade e veja 5 razões para optar pela técnica


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Terapia relacional sistêmica: conheça a novidade e veja 5 razões para optar pela técnica
Redação João Bidu

Terapia relacional sistêmica: conheça a novidade e veja 5 razões para optar pela técnica

Com o número de mortes ocasionadas pela pandemia de Covid-19 em queda, o Brasil enfrenta mais um desafio: uma espécie de 4ª onda, impulsionada pelo número de pessoas que encontram-se depressivas, e precisaram se afastar do trabalho por transtornos mentais e uma série de outros problemas psicossociais. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o segundo país das Américas com maior número de indivíduos que sofrem com depressão, equivalentes a 5,8% da população, atrás apenas dos Estados Unidos, com 5,9%.

Com tantos desafios para a saúde mental, a terapia tem sido uma alternativa eficaz para quem busca uma melhora e reflexão sobre todos esses problemas, e uma das técnicas mais modernas e ainda pouco conhecida no mercado é a Terapia Relacional Sistêmica, que trabalha com a compreensão das relações como parte do seu contexto familiar e sociocultural. De acordo com a psicóloga Cyntia Abramczyk, há 5 razões para optar pela técnica:

  1. Leva em consideração cada situação e o contexto

A Terapia Relacional Sistêmica tem um foco nas relações do indivíduo, em diferentes níveis, sistemas e subsistemas, estabelecendo uma linha de atendimento orientada pelas relações familiares e interpessoais. A análise desenvolvida é feita de acordo com as reações de cada pessoa diante de situações específicas, sendo guiada pelo pensamento sistêmico e pela compreensão das dinâmicas relacionais que estão conectadas com o comportamento do indivíduo. “Ainda mais inovador, fazemos os atendimentos de forma conjunta, ou seja, são três terapeutas participando em uma só sessão, sendo duas na linha de frente e a terceira como voz reflexiva”, diz Stella Angerami, uma das fundadoras da Trialogar, startup especializada em terapia relacional sistêmica. Além das três especialistas, a terapia conta com a participação do casal ou de todos os membros da família.

  1. Compreende o indivíduo como um sistema

Essa proposta terapêutica não trabalha apenas com um só membro, mas sim com o casal ou toda a família, ou seja, com o sistema em si. Nesse sentido, a co-fundadora Cyntia V Abramczyk explica que esse tipo de terapia proporciona o encontro do ‘nosso’ sem perder cada um o seu eu. “Nós trouxemos para o atendimento particular uma realidade muito moderna baseada em estudos do mundo atual que mostram que nossos relacionamentos são circulares, ou seja, eles são formados por processos de relacionamento que apresentam características específicas, e cada vivência merece ser compartilhada nesse ambiente de conversa”, explica. O processo, feito na maioria das vezes em ONGs, já apresenta grande sucesso para entender processos e acontecimentos com crianças, casais, jovens e famílias. 

  1. Ajuda pessoas a desenvolverem seu funcionamento e relações

O foco do trabalho da terapia relacional sistêmica é ajudar a pessoa e a família ou casal a desenvolverem consciência de seu funcionamento, ou seja, o modo de agir e consigo e com as relações, e a partir disso, possibilitar que ele realize as aprendizagens e mudanças de que necessita, para que consiga agir perante suas dificuldades, de uma forma diferente, mais saudável e mais funcional. “Acredita-se que as pessoas constroem, nas relações, e o foco está no olhar para o sistema e entender as relações para promover as mudanças. Olhar as diferenças de forma positiva, acreditar na beleza da multiplicidade e respeitar o que cada um traz para compor sua relação de casal, e das famílias”, revela a terapeuta Sandra Raca.

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  1. Mudança é a chave para o tratamento

O sintoma é visto como uma forma de comunicação, uma linguagem, e uma forma de equilibrar o sistema. O trabalho clínico se realiza pela não priorização do sintoma, mas sim da mudança e da aprendizagem de novos padrões de relação. É o que explica Stella Angerami: “Muitas famílias entraram em choque, ninguém sabia como era ter que conviver assim de forma tão próxima todos os dias, misturando trabalho, estudos, tarefas doméstica, relações, e isso deu uma luz sobre o quanto é importante você ter um bom diálogo dentro de casa, e a preocupação é exatamente essa, nós queremos que as famílias se conectem novamente, e trazemos toda ela para trabalhar isso”.

  1. O processo é o mais importante

O tempo não é o fator principal, mas sim o foco no processo e como ele pode acontecer, por isso, é importante construir em conjunto com os casais parentais, casais e famílias um olhar cuidadoso que define o término dos atendimentos dando total autonomia e respeito com a decisão de todas as partes envolvidas.

Fonte : Trialogar , healthtech de terapia de casais e famílias

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Fonte: IG Mulher

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