MPRJ anuncia substituto temporário para promotoras do caso Marielle

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram

MPRJ anuncia substituto temporário para promotoras do caso Marielle


O Ministério Público do Rio de Janeiro informou hoje (17) que o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), promotor Bruno Gangoni, foi designado para assumir temporariamente as atribuições da força-tarefa que investiga o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018. ebcebc

A decisão vai ser publicada no Diário Oficial na próxima segunda-feira (19), e Gangoni vai substituir as promotoras Simone Sibilio e Letícia Petriz, que conduziam as investigações desde o primeiro ano do trabalho e pediram para deixar o caso. O motivo da decisão das promotoras não foi informado pelo MPRJ.

O coordenador do Gaeco ficará responsável pelo recebimento de eventuais intimações e o cumprimento de prazos processuais até que sejam anunciados os novos nomes para atuar na força-tarefa.

A saída das promotoras surpreendeu e preocupou familiares de Marielle e Anderson. Familiares de Marielle e Anderson realizaram uma manifestação na porta do MPRJ na manhã da última quarta-feira, cobrando informações sobre o caso. À tarde, o procurador-geral de Justiça do MPRJ, Luciano Mattos, recebeu o grupo e a diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck. Segundo o órgão, o objetivo da reunião “foi tranquilizar a todos os presentes, e a sociedade em geral, sobre a continuidade das investigações”.

Após a reunião, a viúva de Marielle, a vereadora Mônica Benício, pediu em suas redes sociais que a sociedade esteja comprometida com a resolução do caso. A vereadora, o Instituto Marielle Franco e outras organizações lançaram o Comitê Justiça por Marielle e Anderson.

“Seguiremos cobrando junto ao Ministério Público que se responda a respeito do encaminhamento das investigações. O procurador garantiu que vai ter uma parceria com o comitê, que vai nos atender de forma constante para que a gente estreite o diálogo e acredite que as investigações estão correndo no rumo certo. Não aceitaremos qualquer resposta”, disse Mônica Benício. 

No último sábado, foram condenados por ocultação e destruição de provas no caso o policial militar reformado Ronnie Lessa; sua mulher, Elaine Lessa; seu cunhado, Bruno Figueiredo; José Marcio Mantovano, conhecido como Bruno Gordo; e Josinaldo Freitas, conhecido como Djaca.

Ronnie também é acusado de executar Marielle e Anderson e está preso. Já os outros condenados tiveram penas privativas de liberdade substituídas por restritivas de direitos com prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana, sendo obrigados a permanecer aos sábados e domingos, por cinco horas diárias, em casa de albergado ou outra instituição definida pela Vara de Execuções Penais.

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, os quatro deixaram o sistema prisional entre 10 e 12 de julho.

Edição: Claudia Felczak

Mais Notícias de POLÍTICA

Curta O Rolo Notícias nas redes sociais:
  • Facebbok
  • Twiter
  • Youtube
Área de comentários
Compartilhe!
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on twitter
Share on linkedin

canal no youtube

Mais recentes