Árvores Gêmeas serão tombadas como património histórico e Paisagístico de Laranjal Paulista

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Árvores Gêmeas serão tombadas como património histórico e Paisagístico de Laranjal Paulista
Foto Jefferson Farias - Todos os direitos reservados

Árvores Gêmeas serão tombadas como património histórico e Paisagístico de Laranjal Paulista

O prefeito de Laranjal Paulista Alcides de Moura Campos Junior encaminhou na segunda-feira, 13, projeto de lei à Câmara Municipal da cidade, tratando do processo de tombamento histórico e paisagístico das árvores gêmeas.

O anúncio foi feito em postagem no perfil oficial da Prefeitura do Facebook, ressaltando que as árvores gêmeas, são consideradas um dos símbolos de Laranjal Paulista, e por esse motivo estarão para sempre preservadas.

Na postagem a prefeitura esclarece que as árvores têm mais de 50 anos de existência, sobre um morro, no trevo do quilômetro 174 da Rodovia Marechal Rondon. “Na semana passada, uma grande comoção popular foi causada diante de uma fake News que dizia que as árvores seriam removidas. ‘A situação foi esclarecida pela concessionária. Mas, é momento de garantir que esse patrimônio seja protegido e perenizado por lei’, explica o prefeito

A história das árvores gêmeas de Laranjal Paulista

A história das árvores gêmeas (mangueiras centenárias – manga espada) da Rodovia Marechal Rondon, é contada por Sumaya Salomão, em um comentário no site Segue Rumo, onde ela explica ser descendente de Adip Salomão e Emny Salomão, casal responsável pelo plantio das mangueiras da espécie espada, conhecidas como árvores gêmeas.

Segundo Sumaya o terreno onde as árvores se encontram pertencia a seus avós, Adip Salomão e Emny Salomão. “A estrada passava dentro da cidade, e a DER na época precisa redirecionar a estrada. Meus avós doaram parte do terreno”, explica Sumaya.

De acordo com ela, a doação acabou afetando os negócios da família que na época era proprietária de uma cerâmica. “A cerâmica ficou de um lado da estrada e as casinhas de funcionários do outro lado. com a construção da rotatória e da ponte”, relata.

Apesar disso parecia que as obras não afetariam as mangueiras, porém, em um determinado momento a remoção das árvores era iminente. “Minha avó ficou sabendo e questionou a DER por que cortá-las se não estavam no caminho da estrada. Não precisou muito para arranjarem a maior encrenca com a Dona Emny”, explica.

Para manter as mangueiras naquele ponto específico sua avô “moveu céus e terra”, realizou uma verdadeira batalha junto ao DER, e fez o que pode na época. “Hoje essa história poucas pessoas sabem, rola que tal prefeito fez e vereador fez, mas por trás de tudo isso tem nome da dona Emny”, explica.

sumaya lamenta que essa história esteja hoje esquecida e explica que como a política neste país vem em primeiro lugar esquecem de cidadãos como seus avós. “Eles fizeram muito mais que políticos, mas não vão encontrar uma rua, escola enfim nada os homenageando. Mas as árvores estão lá e vão durar mais alguns séculos. Gratidão vô Adip gratidão vó Emny esse legado eu levo de formação acadêmica de biologia, é o amor pela natureza. Salve árvores gêmeas”, finaliza.

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