Cachorros também sofrem de crise de meia idade, aponta pesquisa

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Cachorros também sofrem de crise de meia idade, aponta pesquisa

Estudo foi realizado com 217 Border collies com idades entre seis meses e 15 anos

Estudo foi realizado com 217 Border collies com idades entre seis meses e 15 anos
Freepik

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Eötvös Loránd, em Budapeste, na Hungria, aponta que quando um cachorro completa três anos de idade – o equivalente canino ao início da meia-idade dos humanos – sua empolgação e alegria frente a novas situações diminuem. O estudo foi publicado na quarta-feira (14) na revista científica Scientific Reports.

Para chegar a esta conclusão, foram efetuados diversos testes ao longo de quatro anos para determinar a personalidade de 217 Border collies com idades entre seis meses e 15 anos.

“Acompanhar os mesmos cães ao longo de quatro anos nos permitiu abordar não apenas a questão da estabilidade da personalidade, mas também se há diferenças individuais no desenvolvimento da personalidade, isto é, se cães com certos perfis de personalidade mudam mais do que outros”, afirmou o co-autor do estudo, Dr. Friederike Range.

Os pesquisadores descobriram que a personalidade dos cachorros muda de forma complexa ao longo da vida. Enquanto a busca por novidades diminui durante a meia-idade, outras características têm suas próprias flutuações únicas. Sua atenção e a capacidade para resolver problemas, por exemplo, aumentam no início da vida e, em seguida, estabilizam por volta dos seis anos de idade.

Por outro lado, algumas características, como sociabilidade e velocidade do metabolismo, permanecem inalteradas com a idade. Filhotes tímidos não se transformarão em adultos extrovertidos, cães ativos sempre serão enérgicos e cães preguiçosos sempre serão letárgicos.

Foi constatado ainda que os animais nunca aprendem realmente a lidar com as adversidades – a idade só os torna ligeiramente melhores em lidar com a frustração.

Dos 217 cachorros que participaram da pesquisa, 37 foram trazidos de volta para fazer os mesmos experimentos quatro anos depois. Segundo Range, testar novamente os mesmos cães é valioso para pesquisas futuras. “Estudos longitudinais cobrindo vários anos e usando o mesmo método em ambos os momentos são muito raros na literatura canina.”

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

Tecnologia e Ciência

Fonte: R7

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