Como o 5G deve impulsionar a internet das coisas

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Como o 5G deve impulsionar a internet das coisas

Samir Vani da Mediatek - Foto: Divulgação

Samir Vani da Mediatek – Foto: Divulgação
Programa Inova 360

 Por Samir Vani

O Brasil entrou em uma fase importante do lançamento do 5G, com as maiores operadoras de telefonia no Brasil realizando testes da quinta geração de telefonia móvel para o uso nos smartphones. Mas o que podemos esperar dessa tecnologia no Brasil? Teremos downloads com velocidades jamais vistas? Vou ter que comprar um novo smartphone para usar essa tecnologia? Muitas dúvidas surgem na cabeça do consumidor.

Para começar, como o leilão do espaço de espectro destinado exclusivamente ao 5G (a faixa de 3,5GHz) só deve acontecer no ano que vem, inicialmente serão compartilhadas as faixas de transmissão já utilizadas pelas gerações anteriores (3G e do 4G), com o uso de uma tecnologia conhecida como DSS (Dynamic Spectrum Sharing ou compartilhamento dinâmico de espectro). Ou seja, nesta etapa ainda não poderemos usar o 5G com todo seu potencial. Apesar disso, operadoras como a Claro já prometem conexões até 12 vezes mais rápidas que as obtidas com 4G já com o 5G DSS.

E o que vai mudar no seu do celular? E no acesso à internet? Em primeiro lugar, esqueça o aparelho que você carrega no bolso. Será preciso comprar um novo smartphone compatível com o 5G. Sabemos que, inicialmente, as novas tecnologias não têm um grande impacto em matéria de volume de vendas, até porque serão poucos os modelos de aparelhos compatíveis disponíveis, devido ao fato de apresentarem um preço mais alto. Felizmente já estão sendo lançados pela MediaTek no mercado mundial chipsets (o “cérebro” do smartphone) 5G com preços competitivos, com o objetivo de democratizar o acesso também a essa tecnologia, o que permitirá baixar também os preços dos smartphones com tecnologia de quinta geração.

Velocidade

Com esse novo padrão são estimadas velocidades de conexão e download de dados que superam 1 Gb/s.  Já a latência (que é o tempo que leva entre o usuário executar um comando e essa ação ser identificado pela rede e colocado em prática) pode ser até dez vezes menor. E qual a importância disso? Basta perguntar, por exemplo, para quem joga games online… Esse quesito é essencial para tornar as disputas mais realistas, pois acelera o tempo de resposta.

O 5G tende a ser um divisor de águas dentro das tecnologias de transmissão de equipamentos móveis e irá atingir uma série de outras áreas e usos, que não somente os smartphones, mas também em equipamentos como os notebooks, que devem ganhar popularidade, com a oferta de portáteis sempre conectados. Até as transmissões de vídeo em 4K podem ser realizadas em 5G, o que pode mudar bastante o cenário do mercado de TVs por assinatura, por exemplo.

IoT

O 5G também será muito importante para a chamada IoT. Segundo um estudo da Juniper Research o número total de conexões de Internet das Coisas passará de 35 bilhões em 2020 para 83 bilhões em 2024. Sabemos que a rede 4G não tem capacidade de suportar o volume crescente de equipamentos em movimento conectados à Internet das Coisas. Caberá ao 5G essa tarefa, abrindo caminho para um número cada vez maior de aparelhos conectados e aplicações como cirurgia remota, o uso em automóveis para carros com dirigibilidade assistida, entre outras, nas quais serão necessários grande velocidade e baixíssima latência.

O grande volume de dispositivos conectados à Internet é de extrema importância para a criação das cidades inteligentes, onde bilhões de sensores espalhados pelas ruas captam informações utilizadas no melhor gerenciamento das cidades. É um cenário no qual veículos autônomos ou semiautônomos identificam uns aos outros, sensores identificam o volume de pessoas e até mesmo a temperatura de seus corpos e toda essa informação coletada em tempo real permite à administração gerenciar em segundos situações como o consumo de energia, congestionamentos, a segurança ou mesmo o controle na disseminação de doenças.

Há ainda um longo caminho até a popularização do 5G e para que seus benefícios cheguem em larga escala ao Brasil. Mas seu futuro é certo; e as mudanças com a chegada de novos serviços e aplicações extremamente promissores.

Samir Vani é country manager da Mediatek, empresa fabricante global de processadores para equipamentos como smartphones, tablets, TVs digitais, dispositivos wearable e soluções para Internet das Coisas (IoT)

Programa Inova 360

Fonte: R7

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