Brasil conquista ouro inédito por equipes e faz história no Mundial de Halterofilismo no Egito
A equipe feminina brasileira encerrou com chave de ouro o Mundial de Halterofilismo do Cairo, no Egito, ao conquistar a medalha de ouro por equipes no último dia de disputas. Com seis medalhas no total, o Brasil alcançou sua melhor campanha na história da competição, superando o desempenho anterior de Dubai 2023.
O Mundial de Halterofilismo Paralímpico de 2025, realizado no Cairo, Egito, entrou para a história do esporte brasileiro. No último dia de competições, a equipe feminina do Brasil, formada por Mariana D’Andrea, Lara Lima e Tayana Medeiros, brilhou ao conquistar a medalha de ouro por equipes, superando a forte seleção do Uzbequistão por expressivos 312,94 a 214,03 pontos.
A conquista coroou uma campanha memorável da delegação brasileira, que encerrou o torneio com seis medalhas: um ouro, três pratas e dois bronzes. Trata-se do melhor desempenho do país em uma edição do Mundial de Halterofilismo, superando o recorde anterior de quatro medalhas obtido em Dubai, em 2023.
A vitória por equipes teve um sabor especial para Mariana D’Andrea, que já havia conquistado a prata na categoria até 73 kg. Emocionada, ela dedicou a medalha ao pai, falecido pouco antes do último Mundial. “No último Mundial, precisei ir embora antes da disputa por equipes por causa da perda do meu pai. Foi muito difícil aquele momento. Mas agora estamos aqui, conquistamos o nosso ouro. É muito gratificante fazer parte desta conquista. Essa medalha é para o meu pai”, declarou a atleta.
Além de Mariana, Lara Lima também subiu ao pódio na disputa individual, conquistando o bronze na categoria até 41 kg. Tayana Medeiros, por sua vez, garantiu a prata na categoria até 86 kg, consolidando a força da equipe feminina brasileira.
O coordenador de halterofilismo do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Murilo Spina, celebrou os resultados e destacou a importância do Mundial como preparação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles, em 2028. “Esse Mundial foi uma porta de entrada para os Jogos de Los Angeles. Pensamos nisso na hora de elaborar a nossa preparação, que foi robusta para oferecer aos atletas a condição de começarem bem esse ciclo. E, novamente, o Brasil mostrou a sua força”, afirmou.
Spina também ressaltou os avanços técnicos da equipe brasileira. “Em Paris 2024, havíamos obtido quatro pódios. Agora, aqui no Cairo, foram cinco no individual. Também registramos um aumento substancial em relação à nossa última participação em Mundiais. Quebramos três recordes brasileiros e quatro recordes das Américas. Estamos muito felizes com a nossa participação”, completou.
O desempenho no Egito reforça o protagonismo do Brasil no halterofilismo paralímpico mundial. A evolução da equipe é fruto de um trabalho contínuo de investimento em estrutura, preparação física e suporte psicológico, além da dedicação incansável dos atletas.
A conquista do ouro por equipes não apenas simboliza a força coletiva das atletas brasileiras, mas também inspira uma nova geração de halterofilistas que sonham em representar o país nos palcos internacionais. O feito no Cairo é um marco que eleva o patamar do halterofilismo nacional e projeta o Brasil como uma potência em ascensão na modalidade.
Entre suor, superação e emoção, o Brasil encerra o Mundial do Cairo com a certeza de que está no caminho certo. O ouro por equipes é mais do que uma medalha: é o reflexo de uma jornada de resiliência, união e excelência. Com os olhos voltados para Los Angeles 2028, o halterofilismo paralímpico brasileiro segue mais forte do que nunca — e pronto para levantar ainda mais conquistas.
