Lauro Chaman conquista tricampeonato mundial e lidera campanha histórica do Brasil no Paraciclismo na Bélgica


O Brasil viveu um momento histórico no Mundial de Paraciclismo de Estrada de 2025, realizado em Ronce, na Bélgica. O grande destaque foi o paulista Lauro Chaman, que se consagrou tricampeão mundial da prova de resistência da classe C5, repetindo os feitos de 2017, em Pietermaritzburg (África do Sul), e 2021, em Cascais (Portugal). A conquista reforça sua posição como um dos maiores nomes do paraciclismo brasileiro e mundial.

Natural de Araraquara (SP), Chaman completou os 92,4 quilômetros da prova em 2h11min29, em uma chegada emocionante, cruzando a linha de chegada apenas meia bicicleta à frente do ucraniano Yehor Dementyev, campeão paralímpico em Paris 2024. O francês Eliott Pierre completou o pódio com a medalha de bronze.

“Foi uma corrida perfeita do ponto de vista tático. Mantive a concentração o tempo todo e soube escolher o momento certo para atacar. Representar o Brasil com mais um título mundial é algo que me enche de orgulho e emoção”, declarou Chaman ao site da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), visivelmente emocionado com a conquista.

O desempenho de Chaman foi apenas o ponto alto de uma campanha consistente da delegação brasileira, que encerrou o Mundial com cinco medalhas: um ouro, duas pratas e dois bronzes. A paranaense Victória Barbosa também brilhou ao conquistar duas pratas na classe C1, tanto na prova de resistência quanto no contrarrelógio. Na prova de resistência, realizada no mesmo dia da vitória de Chaman, ela foi superada apenas pela australiana Tahlia Clayton-Goodie, que ficou com o ouro.

Victória, que já havia subido ao pódio na sexta-feira (29) com a prata no contrarrelógio, mostrou regularidade e evolução técnica ao longo da competição. “Essas medalhas representam muito mais do que resultados. São fruto de um trabalho intenso, de superação diária. Estou muito feliz por levar o nome do Brasil ao pódio duas vezes”, afirmou a atleta.

Outra protagonista da campanha brasileira foi a paulista Gilmara do Rosário, que competiu na classe H2, destinada a atletas com deficiência nos membros inferiores que utilizam handbikes. Gilmara conquistou duas medalhas de bronze: uma no contrarrelógio e outra na prova de resistência, consolidando sua posição entre as melhores do mundo em sua categoria.

O desempenho da equipe brasileira em Ronce foi celebrado pela Confederação Brasileira de Ciclismo e pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que destacaram o crescimento técnico dos atletas e a importância do resultado para o ciclo paralímpico rumo a Los Angeles 2028.

“Esses resultados mostram que o Brasil está no caminho certo. Temos atletas experientes como o Lauro, que seguem fazendo história, e jovens talentos como a Victória e a Gilmara, que estão despontando com força. O trabalho de base, aliado ao investimento em estrutura e preparação, está dando frutos”, avaliou o técnico da seleção brasileira de paraciclismo, Ricardo Tenório.

O Mundial de Ronce também serviu como termômetro para os próximos desafios da temporada e para o planejamento estratégico do Brasil no cenário paralímpico internacional. A performance dos atletas brasileiros reforça a expectativa de uma participação ainda mais expressiva nos próximos campeonatos e nos Jogos de Los Angeles.


Com garra, estratégia e talento, o Brasil pedalou rumo à história em Ronce. O tricampeonato de Lauro Chaman, somado às conquistas de Victória Barbosa e Gilmara do Rosário, não apenas encheu o país de orgulho, mas também mostrou que o paraciclismo brasileiro está mais forte do que nunca. Em cada curva e subida, os atletas escreveram um capítulo de superação e excelência — e deixaram claro que o futuro reserva ainda mais vitórias para o esporte paralímpico nacional.